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XIX Congresso da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual – SOCINE

 

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Unicamp sedia Congresso Anual da SOCINE

Com o tema “Cinemas em Redes”, a Unicamp, por meio do Instituto de Artes (IA), sedia, de 20 a 23 de outubro, no Centro de Convenções da UNICAMP, a 19ª edição do Congresso Anual da Sociedade Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual (SOCINE), a maior sociedade acadêmica de estudos de cinema e do audiovisual da América do Sul. No evento serão apresentados trabalhos de professores e pesquisadores, mestrandos e doutorandos, além de palestras e mostras de filmes. Mais detalhes no link www.iar.unicamp.br/socine ou e-mail gilsobrinho@iar.unicamp.br 

O tema do encontro é “Cinemas em Redes”, expressão que se refere a um conjunto de mudanças significativas no âmbito da imagem em movimento. Nelas, as tecnologias e os ecossistemas digitais são parâmetros de transformações e, ao mesmo tempo, sinalizadores de uma fronteira histórica que coloca uma baliza no tempo: o passado analógico, o presente e o futuro digitais. Nesse contexto, velocidade, mobilidade e virtualidade são vetores da ordem do tempo e do espaço das imagens e sons. Arquivos convertidos em bancos de dados permitem novos arranjos para a preservação, disponibilidade e navegação em relação à história do audiovisual. O advento das imagens digitais e computadorizadas reestabelecem uma nova tensão entre o real e o virtual. O descentramento e a disponibilidade dos dispositivos permitem o questionamento sobre os agenciamentos e o poder das imagens. As transformações na distribuição afetam diretamente os cenários independentes e industriais da produção. Portanto, a imaginação, a formulação, o financiamento, a produção, a promoção, a venda, o consumo, a interpretação e o prazer são mobilizados diante das inovações promovidas pelas “redes” e “nuvens” onde se fabricam e circulam os produtos audiovisuais. Seriam os vocabulários artísticos inerentes ao cinema, à televisão e ao vídeo profundamente abalados por tais mudanças tecnológicas, econômicas e culturais? Como os mercados, nas lógicas da geopolítica e do capital transnacional, se (re)definem? E que estratégicas políticas de subjetivação seriam ativadas nesses processos? Eis alguns tópicos que instigam o presente tema.